APPEAL


APPEAL TO THE LEADERS OF THE NINE NUCLEAR WEAPON STATES

(China, France, India, Israel, North Korea, Pakistan, Russia, the United Kingdom and the United States)

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Monday, February 28, 2022

Discurso do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, na manhã do dia 24 de Fevereiro de 2022

 Discurso do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, na manhã do dia 24 de Fevereiro de 2022

Rússia

Discurso do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, Tradução em português




Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Cidadãos da Rússia, Amigos,

Considero ser necessário falar hoje, de novo, sobre os trágicos acontecimentos em Donbass e sobre os aspectos mais importantes de garantir a segurança da Rússia.

Começarei com o que disse no meu discurso de 21 de Fevereiro de 2022. Falei sobre as nossas maiores responsabilidades e preocupações e sobre as ameaças fundamentais que os irresponsáveis políticos ocidentais criaram à Rússia de forma continuada, com rudeza e sem cerimónias, de ano para ano. Refiro-me à expansão da NATO para Leste, que está a aproximar cada vez mais as suas infraestruturas militares da fronteira russa.

É um facto que, durante os últimos 30 anos, temos tentado pacientemente chegar a um acordo com os principais países NATO, relativamente aos princípios de uma segurança igual e indivisível, na Europa. Em resposta às nossas propostas, enfrentámos invariavelmente, ou engano cínico e mentiras, ou tentativas de pressão e de chantagem, enquanto a aliança do Atlântico Norte continuou a expandir-se, apesar dos nossos protestos e preocupações. A sua máquina militar está em movimento e, como disse, aproxima-se da nossa fronteira.

Porque é que isto está a acontecer? De onde veio esta forma insolente de falar que atinge o máximo do seu excepcionalismo, infalibilidade e permissividade? Qual é a explicação para esta atitude de desprezo e desdém pelos nossos interesses e exigências absolutamente legítimas?

A resposta é simples. É tudo claro e óbvio. No final dos anos 80, a União Soviética enfraqueceu e, por conseguinte, desmembrou-se. Esta experiência deve servir-nos de lição, pois mostrou-nos que a paralisia do poder e da vontade é o primeiro passo para uma degradação completa e para o esquecimento. Perdemos a confiança apenas durante um momento, mas foi suficiente para perturbar o equilíbrio das forças do mundo.

O resultado foi que os antigos tratados e acordos já não são apropriados. As súplicas e os pedidos não ajudam. Tudo aquilo que não se adequa ao Estado dominante, aos que detém o poder, é denunciado como arcaico, obsoleto e inútil. Ao mesmo tempo, tudo o que esse Estado considera útil é apresentado como a verdade absoluta e forçado aos outros, independentemente do custo, da maneira abusiva e de qualquer meio disponível. Aqueles que se recusam a cumprir estão sujeitos a tácticas de ameaças ou ao uso de forças poderosas.

O que estou a referir agora não diz respeito somente à Rússia e a Rússia não é o único país que se preocupa com esta situação. Diz respeito a todo o sistema de relações internacionais e, por vezes, mesmo aos aliados dos EUA. O colapso da União Soviética levou a uma nova divisão do mundo e as leis do Direito Internacional que se desenvolveram nessa altura - as mais importantes, as normas fundamentais que foram adoptadas após a Segunda Guerra Mundial e que formalizaram, em grande parte, o seu resultado – foram forluladas pelos que se declararam ser os vencedores da Guerra Fria.

É evidente que a prática das relações internacionais e as regras que as regulam, tiveram de ter em conta as mudanças ocorridas no mundo e no equilíbrio de forças. No entanto, este processo deveria ter sido efectuado com profissionalismo, suavidade, paciência, com o devido respeito e consideração pelos interesses de todos os Estados, e pela própria responsabilidade de cada um deles. Pelo contrário, o que constatamos foi um estado de euforia criado pelo sentimento de superioridade absoluta, uma espécie de absolutismo moderno, aliado a padrões culturais de baixo nível e à arrogância daqueles que formularam e impuseram decisões que só a eles se adequavam. A situação tomou um rumo diferente.

Há muitos exemplos destes casos. Primeiro foi efectuada uma operação militar sangrenta contra Belgrado, sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU mas com aviões de combate e mísseis, utilizados no coração da Europa. O bombardeamento de cidades pacíficas e infraestruturas vitais prolongou-se durante várias semanas. Tenho de recordar estes factos, porque alguns colegas ocidentais preferem esquecê-los e quando mencionámos esse acontecimento, preferem evitar falar sobre o Direito Internacional, salientando, por sua vez, as circunstâncias que interpretam como consideram ser necessário.

Depois chegou a vez do Iraque, da Líbia e da Síria. O uso ilegal de poder militar contra a Líbia e a distorção de todas as decisões do Conselho de Segurança da ONU sobre a Líbia arruinaram o Estado, criaram um reservatório enorme de terrorismo internacional e empurraram o país para uma catástrofe humanitária, para o turbilhão de uma guerra civil, que se prolonga há anos. A tragédia, que foi criada para centenas de milhares e mesmo milhões de pessoas, não só na Líbia mas em toda a região, originou um êxodo em grande escala do Médio Oriente e do Norte de África em direcção à Europa.

Também foi preparada uma situação semelhante para a Síria. As operações de combate realizadas pela coligação ocidental naquele país, sem a aprovação do governo sírio ou sanção do Conselho de Segurança da ONU, só podem ser definidas como agressão e intervenção.

Mas o exemplo que se destaca dos acontecimentos acima referidos é, evidentemente, a invasão do Iraque sem qualquer fundamento legal. Utilizaram o pretexto de informação alegadamente fiável e disponível nos Estados Unidos sobre a presença de armas de destruição maciça no Iraque. Para provar essa alegação, o Secretário de Estado norteamericano ergueu publicamente um frasco com pó branco, para todo o mundo ver, assegurando à comunidade internacional que se tratava de um agente de guerra química criado no Iraque. Mais tarde verificou-se que tudo era falso e uma farsa, e que o Iraque não possuía quaisquer armas químicas. É incrível e chocante, mas é verdadeiro. Testemunhámos mentiras feitas ao mais alto nível do Estado e proferidas a partir da alta tribuna da ONU. O resultado foi uma tremenda perda de vidas humanas, danos, destruição e um recrudescimento colossal do terrorismo.

Acima de tudo, parece que, em quase todo o lado, em muitas regiões do mundo onde os Estados Unidos aplicaram a lei e a ordem, ambas criaram feridas sangrentas que não saram, bem como a maldição do extremismo e do terrorismo internacional. Mencionei apenas os exemplos mais flagrantes, mas que estão longe de ser somente exemplos de desrespeito pelo Direito Internacional.

Este conjunto inclui promessas de não expandir a NATO para leste, nem sequer uma polegada. Torno a afirmar: eles enganaram-nos, ou dito de forma simples, eles mentiram-nos. Claro que é frequente ouvir dizer que a política é um negócio sujo. Poderia ser, mas não deveria ser tão sujo como é actualmente, não até esse ponto. Este tipo de comportamento é contrário não só aos princípios das relações internacionais, mas também e sobretudo, às normas geralmente aceites da moralidade e da ética. Onde está a justiça e a verdade? Somente mentiras e hipocrisia em todo o lado.

A propósito, os políticos, os cientistas políticos e os jornalistas americanos escrevem e afirmam que, nos últimos anos, um verdadeiro "império de mentiras" foi criado dentro dos Estados Unidos. É difícil discordar deste facto - é realmente assim. Mas não se deve ser modesto: os Estados Unidos continuam a ser um grande país e um poder formador de sistemas. Todos os seus satélites não só dizem sim, obedientemente e com humildade, como o papagueiam ao mais pequeno pretexto; mas também imitam o seu comportamento e aceitam entusiasticamente as regras que esse mesmo país lhes impõe. Portanto, pode dizer se, com boa razão e confiança, que todo o bloco ocidental formado pelos Estados Unidos à sua imagem e semelhança é, na totalidade, o mesmo "império de mentiras".

Quanto ao nosso país, após ter sido efectuada a desintegração da URSS e dada toda a abertura sem precedentes a uma Rússia nova e moderna, à sua disponibilidade para trabalhar honestamente com os Estados Unidos e outros parceiros ocidentais e ao seu desarmamento praticamente unilateral, eles tentaram imediatamente apertar-nos, acabar connosco e destruir-nos completamente. Foi assim que aconteceu nos anos 90 e no início do milénio, quando o chamado Ocidente colectivo apoiava activamente o separatismo e os bandos de mercenários no sul da Rússia. Quantas vítimas, quantas perdas tivemos de suportar e quantas dificuldades tivemos de passar nessa altura, antes de eliminarmos o terrorismo internacional no Cáucaso! Lembramo-nos de tudo isto e jamais o esqueceremos.

Falando correctamente, as tentativas de nos utilizarem de acordo com os seus interesses nunca cessaram até há muito pouco tempo: procuraram destruir os nossos valores tradicionais e impor aos nossos povos a partir de dentro, os seus valores deturpados que nos desgastariam, atitudes que têm vindo a impor agressivamente aos seus países, atitudes que estão a levar directamente à degradação e à degeneração, porque são contrárias à natureza humana. Isso não vai acontecer. Nunca ninguém conseguiu fazê-lo, nem o poderá fazer agora.

Apesar de tudo, em Dezembro de 2021, fizemos mais uma tentativa de chegar a um acordo com os Estados Unidos e com seus aliados sobre os princípios da segurança europeia e da não-expansão da NATO. Os nossos esforços foram em vão. Os Estados Unidos não mudaram a sua posição. Não acreditam ser necessário concordar com a Rússia sobre um assunto que é tão grave para nós. Os Estados Unidos estão a procurar alcançar os seus objectivos, negligenciando os nossos interesses.

É claro que esta situação suscita uma pergunta: o que é que vai acontecer? Que devemos esperar? Se a História é um guia, sabemos que em 1940 e no início de 1941 a União Soviética fez grandes esforços para evitar a guerra ou, pelo menos, para atrasar a sua eclosão. Para tal, a URSS procurou até ao fim não provocar o agressor potencial, abstendo-se ou adiando os preparativos mais urgentes e óbvios que tinha de fazer para se defender de um ataque iminente. Quando finalmente agiu, já era demasiado tarde.

O resultado foi que, o país não estava preparado para contrariar a invasão da Alemanha nazi, que atacou a nossa Pátria em 22 de Junho de 1941, sem ter feito uma declaração de guerra. O país deteve o inimigo e prosseguiu para o derrotar, mas teve um custo tremendo. A tentativa de apaziguar o agressor antes da Grande Guerra Patriótica provou ser um erro que teve um custo elevado para o nosso povo. Nos primeiros meses após a eclosão das hostilidades, perdemos vastos territórios de grande importância estratégica, bem como milhões de vidas. Não cometeremos o mesmo erro pela segunda vez. Não temos o direito de fazê-lo.

Aqueles que aspiram ao domínio global designaram publicamente a Rússia como sendo o seu inimigo. Fizeram-no com impunidade. Não se enganem, eles não tinham razões para agir desta maneira. É verdade que eles têm consideráveis capacidades financeiras, científicas, tecnológicas e militares. Estamos cientes e temos uma visão objectiva das ameaças económicas que temos escutado, tal como a nossa capacidade de contrariar essa chantagem impetuosa que nunca mais acaba. Permitam-me reiterar que não temos ilusões a esse respeito e que somos extremamente realistas nas nossas avaliações.

Quanto aos assuntos militares, mesmo após a dissolução da URSS e a perda de uma parte considerável das suas capacidades, a Rússia de hoje continua a ser um dos Estados nucleares mais poderosos. Mais ainda, tem uma certa vantagem em relação a várias armas de vanguarda. Neste contexto, não deve haver dúvidas para ninguém de que qualquer potencial agressor que ataque directamente o nosso país,

irá enfrentar uma derrota e consequências ameaçadoras.

Ao mesmo tempo, a tecnologia, inclusive no sector da defesa, está a mudar rapidamente. Um dia há um líder e amanhã há outro, mas, se permitirmos que avance uma presença militar nos territórios limítrofes da Rússia, ela permanecerá durante décadas ou talvez para sempre, criando uma ameaça sempre crescente e totalmente inaceitável para a Rússia.

Mesmo agora, com a expansão da NATO para Leste, a situação da Rússia tem vindo a piorar e a tornar-se mais perigosa a cada ano que passa. Além do mais, nestes últimos dias, a liderança da NATO tem sido contundente nas suas declarações de que precisam de acelerar e intensificar os esforços para aproximar as infraestruturas da aliança das fronteiras da Rússia. Por outras palavras, têm vindo a endurecer a sua posição. Não podemos ficar de braços cruzados e observar passivamente este desenvolvimento. Seria da nossa parte, algo absolutamente irresponsável.

Para nós, qualquer nova expansão das infraestruturas da Aliança do Atlântico Norte ou dos seus esforços em curso, para ganhar uma posição militar no território ucraniano, são absolutamente inaceitáveis. Evidentemente, a questão não é sobre a NATO em si. Ela age, apenas, como um instrumento da política externa dos EUA. O problema é que nos territórios adjacentes à Rússia, que tenho de salientar, serem o nosso território histórico, está a surgir uma atitude hostil "contra a Rússia", totalmente controlada do exterior. Está a fazer tudo para atrair as forças armadas da NATO e obter o armamento mais recente e mais avançado.  

Para os Estados Unidos e para os seus aliados, é uma política de contenção da Rússia, com vantagens geopolíticas indiscutíveis. Para o nosso país, é uma questão de vida ou morte, uma questão do nosso futuro histórico como nação. Isto não é um exagero; é um facto. Não é apenas uma ameaça muito real aos nossos interesses, mas à própria existência do nosso Estado e à sua soberania. É a linha vermelha de que temos falado em numerosas ocasiões. Eles ultrapassaram-na já.

Esta reflexão conduz-me à situação em Donbass. Podemos ver que as forças que encenaram o golpe na Ucrânia, em 2014, tomaram o poder, estão a mantê-lo com a ajuda de procedimentos eleitorais de fachada e abandonaram o caminho de uma resolução pacífica do conflito. Durante oito anos intermináveis, temos vindo a fazer todos os possíveis para resolver a situação por meios políticos pacíficos. Tudo foi em vão.

Como disse no meu discurso anterior, não se pode olhar sem compaixão para o que se está a passar ali. É impossível tolerá-lo. Tivemos de pôr fim a essa atrocidade, a esse genocídio de milhões de pessoas que vivem lá e que depositaram as suas esperanças na Rússia, em todos nós. Foram as aspirações, os sentimentos e a dor destas pessoas que foram a principal força motivadora para a tomada da nossa decisão de reconhecer a independência das repúblicas do povo de Donbass.

Gostaria ainda de salientar o seguinte - Centrados nos seus próprios objectivos, os principais países da NATO estão a apoiar os nacionalistas da extrema direita e os neonazis da Ucrânia, aqueles que nunca perdoarão ao povo da Crimeia e de Sevastopol terem escolhido livremente unirem-se à Rússia.

Sem dúvida, eles tentarão direccionar a guerra para a Crimeia tal como fizeram em Donbass, para matar pessoas inocentes como os membros das unidades punitivas dos nacionalistas ucranianos e dos cúmplices de Hitler fizeram durante a Grande Guerra Patriótica. Eles também reivindicaram abertamente várias outras regiões russas.

Se olharmos para a sequência dos acontecimentos e para os relatórios recebidos, o confronto entre a Rússia e estas forças não se pode evitar. É apenas uma questão de tempo. Elas estão a preparar-se e à espera do momento certo. Para mais, chegaram ao ponto de ambicionar adquirir armas nucleares. Não vamos deixar que tal aconteça.

Já mencionei que a Rússia aceitou a nova realidade geopolítica após a dissolução da URSS. Temos tratado todos os novos Estados pós-soviéticos com respeito e continuaremos a agir da mesma maneira. Respeitamos e honraremos a sua soberania, como ficou provado pela assistência que prestámos ao Cazaquistão quando enfrentou acontecimentos trágicos e um desafio no que se refere à sua condição de Estado e à sua integridade. No entanto, a Rússia não pode sentir-se segura, desenvolver-se e existir, enquanto enfrentar uma ameaça permanente do território da Ucrânia actual.

Deixem-me recordar-vos que, em 2000-2005, utilizámos os nossos militares para fazer recuar os terroristas no Cáucaso e defender a integridade do nosso Estado. Preservámos a Rússia. Em 2014, apoiámos o povo da Crimeia e de Sevastopol. Em 2015, utilizámos as nossas Forças Armadas para criar um escudo fiável que impedisse os terroristas da Síria de penetrarem na Rússia. Tratava-se de nos defendermos. Não tínhamos outra escolha.

Hoje está a acontecer o mesmo. Não nos deixaram qualquer outra escolha para defender a Rússia e o nosso povo, além daquela que somos forçados a utilizar agora. Nestas circunstâncias, temos de tomar medidas corajosas e imediatas. As repúblicas populares de Donbass pediram ajuda à Rússia.

Neste contexto, em conformidade com o Artigo 51 (Capítulo VII) da Carta das Nações Unidas, com permissão do Conselho da Federação Russa, e em execução dos tratados de amizade e assistência mútua com a República Popular de Donetsk e com a República Popular de Lugansk, ratificados pela Assembleia Federal em 22 de Fevereiro de 2022, tomei a decisão de empreender uma operação militar especial.

O objectivo desta operação é proteger pessoas que, desde há oito anos, enfrentam humilhações e genocídios perpetrados pelo regime de Kiev. Para tal, procuraremos desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia, bem como levar a julgamento aqueles que perpetraram numerosos crimes sangrentos contra civis, incluindo cidadãos da Federação Russa.

O nosso plano não se destina a ocupar o território ucraniano. Não pretendemos impor nada a ninguém pela força. Ao mesmo tempo, temos vindo a ouvir um número crescente de declarações vindas do Ocidente de que já não há necessidade de obedecer aos documentos que estabeleceram os resultados da Segunda Guerra Mundial, tal como foram assinados pelo regime totalitário soviético. Como podemos responder a isso?

Os resultados da Segunda Guerra Mundial e os sacrifícios que o nosso povo teve de fazer para derrotar o nazismo são sagrados. Isto não contradiz os elevados valores de direitos humanos e das liberdades da realidade que surgiu durante as décadas do pós-guerra. Não significa que as nações não possam gozar do direito à autodeterminação, que está consagrado no Artigo 1 da Carta das Nações Unidas.

Deixem-me recordar-vos que as pessoas que vivem em territórios que fazem parte da Ucrânia actual, não foram questionadas sobre como queriam construir as suas vidas quando a URSS foi criada, ou após a Segunda Guerra Mundial. A liberdade guia a nossa política, a liberdade de escolher independentemente o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos. Acreditamos que todos os povos que vivem na Ucrânia de hoje, qualquer pessoa que queira fazê-lo, deve poder usufruir do direito de fazer uma escolha livre.

Neste contexto, gostaria de me dirigir aos cidadãos da Ucrânia. Em 2014, a Rússia foi obrigada a proteger o povo da Crimeia e Sevastopol daqueles a quem vocês chamam "nats". O povo da Crimeia e Sevastopol fez a escolha de permanecer ligado à sua pátria histórica, a Rússia e nós apoiámos a sua decisão. Como disse, não poderíamos agir de outra maneira.

Os acontecimentos actuais não têm nada a ver com o desejo de infringir os interesses da Ucrânia e do povo ucraniano. Estão ligados à Rússia em defesa dos que subjugaram a Ucrânia como refém e tentam usá-la contra o nosso país e contra o nosso povo.

Reitero: estamos a agir para nos defendermos das ameaças criadas contra nós e de um perigo pior do que o que está a acontecer agora. Peço-vos, por mais difícil que isto seja, que compreendam e que colaborem connosco de modo a virar esta página trágica o mais rapidamente possível e a avançar juntos, sem permitir que ninguém interfira nos nossos assuntos e nas nossas relações, mas desenvolvendo-os independentemente, de modo a criar condições favoráveis à superação de todos estes problemas e a fortalecer-nos a partir de dentro como um todo, apesar da existência de fronteiras estatais. Acredito nesta orientação, no nosso futuro comum.

Gostaria também de me dirigir aos militares das Forças Armadas Ucranianas.

Camaradas oficiais,

Os vossos pais, avós e bisavós não lutaram contra os ocupantes nazis e não defenderam a nossa pátria comum, para permitir que os neonazis de hoje se apoderassem do poder na Ucrânia. Fizestes o juramento de fidelidade ao povo ucraniano e não à Junta, adversária do povo, que está a roubar a Ucrânia e a humilhar o povo ucraniano.

Aconselho-vos a recusar cumprir as suas ordens criminosas. Exorto-vos a depor imediatamente as armas e ir para casa. Explicarei o que isto significa: os militares do exército ucraniano que o fizerem, poderão abandonar livremente a zona das hostilidades e regressar às suas famílias.

Quero sublinhar uma vez mais que toda a responsabilidade pelo possível derramamento de sangue recairá, plena e integralmente, sobre o regime ucraniano que está no poder.

Agora gostaria de dizer algo muito importante para aqueles que podem estar tentados a interferir nestes desenvolvimentos a partir do exterior. Não importa quem nos tente impedir, ou mais ainda, quem criar ameaças ao nosso país e ao nosso povo, eles têm de saber que a Rússia responderá imediatamente e as consequências serão tais como nunca viram em toda a vossa História. Não importa como os acontecimentos se desenrolarem, estamos preparados. Já foram tomadas todas as decisões necessárias a este respeito. Espero que as minhas palavras sejam ouvidas.

Cidadãos da Rússia,

A cultura e os valores, a experiência e as tradições dos nossos antepassados proporcionaram invariavelmente uma base poderosa para o bem-estar e para a  existência de Estados e de nações, para o seu sucesso e viabilidade. Evidentemente, isto depende directamente da capacidade de adaptação rápida a uma mudança constante, de manter a coesão social e da prontidão em consolidar e convocar todas as forças disponíveis, a fim de avançarmos.

Precisamos sempre de estar fortalecidos, mas esta força pode assumir diversas formas. O "império das mentiras", que mencionei no início do meu discurso, prossegue a sua política principalmente a partir de uma força bruta e directa. A esta situação aplica-se o nosso ditado, de usar "todos os músculos e não usar o cérebro".

Todos sabemos que o que nos torna verdadeiramente fortes, é  ter a justiça e a verdade do nosso lado. Se for este caso, seria difícil discordar do facto de que é a nossa força e a nossa prontidão para lutar que são a base da independência e da soberania e fornecem as bases necessárias para a construção de um futuro de confiança para o vosso lar, para a vossa família e para a vossa Pátria.

Estimados compatriotas,

Estou certo de que os soldados e os oficiais dedicados das Forças Armadas da Rússia cumprirão o seu dever com profissionalismo e coragem. Não tenho dúvidas de que as instituições governamentais a todos os níveis e os especialistas trabalharão eficazmente para garantir a estabilidade da nossa economia, do sistema financeiro e do bem-estar social e o mesmo aplica-se aos executivos das empresas e a toda a comunidade empresarial. Espero que todos os partidos parlamentares e que a sociedade civil assumam uma posição  patriótica e estável.

Para terminar, o futuro da Rússia está nas mãos do seu povo multiétnico, como sempre aconteceu na nossa História. O que significa que as decisões que tomei serão executadas, que alcançaremos os objectivos que estabelecemos e que garantiremos de forma incontestável, a segurança da nossa Pátria.

Acredito no vosso apoio e na força invencível enraizada no amor à nossa Pátria.



Thursday, October 7, 2021

Ismail Bashmori -- What do you think about China?

 



Alright, listen up. I'm going to give you a summary of my entire impression of China as an Egyptian observer. I've been studying the country intensely for the past year — its government, society, history, and transformation — and over the past 3 months I've spoken to hundreds of Chinese and China-haters on this site and heard everything they had to say. By now I’ve learned roughly as much about China as anyone can learn without knowing the language or living in the country, and I've reached my conclusion. You might think I'm crazy. That's OK with me. I've seen the facts and my opinion of the truth has become rock-solid. And China attracts a lot of haters, know-nothings and armchair experts.

The truth is that China is the greatest country on the face of the earth. It makes all other countries look insignificant and contemptible. It is the most brilliant, most industrious, most ambitious, most educated, meritocratic and technocratic, most modern, sophisticated, and civilized, and best-governed country in the world of our time, by far. It is the first nonwhite, non-Western country to reach this status since the 1600s. The determination of this country is indescribable. Supernatural. There is no force that can stop it from accomplishing anything it wants to do. It can set a goal that seems completely outlandish, drug-induced, hallucinatory — and it can make it happen. That's precisely what it's been doing. Forty years ago a flush toilet in China was a luxury. Today it has its own indigenously built Chinese Space Station. Believe me when I tell you that that is a tiny example of China's capabilities.

I am a patriotic Egyptian and Middle Easterner. Yet I freely admit that compared to the Chinese, we are simply monkeys. A race of dumb animals. It doesn't matter who we are. Egyptians, Syrians, Pakistanis, Indians, Africans, even Americans. Next to the Chinese, we are pathetic. We can't do what they do. We would have a mountain, an Everest of changes to make, and we would whine and bicker and fail at every one of them. China's story since the 1980s has been one of an almost divine metamorphosis. Next to China the entire Western world from Alaska to New Zealand has stagnated. Next to China the entire developing world from Brazil to Madagascar has progressed only at a crawl. China, my friends, is the mother of all gargantuan bullet trains. Every day it manages to create something new and astonishing. And unlike the United States, unlike the British Empire, unlike the French, Dutch, Germans, Spanish, Portuguese or any other Western nation that had its turn at being a superpower in the past four centuries, China doesn't need to run anybody over or take something from somebody else, to rise majestically.

China is also standing up to the Western world all by herself. The West hates and fears that China is shooting up to the top. They can't believe their four-hundred-year-old global supremacy is being challenged. They hoped that the more China developed, the more it would submit to their influence, interests, and leadership. That didn't happen. So now they will do anything possible, short of a nuclear war, to make China end. Their goal is to destroy this country. That's why, although the United States has killed several million people and turned several regions of the earth into hellscapes in the past thirty years, your TV, newspapers, Google newsfeed, and social media are all cursing, condemning and pandering panic and hatred of China 24 / 7. China is the worst fear of our planet's Western masters. They want you to despise and dread a country that's done nothing to you, that hasn't invaded anyone, bombed or sanctioned anyone, that hasn't overthrown any foreign government, or used its military on anything since 1979. You'll hate China and pray for its collapse, so that the West can continue to do what it's done since the age of Hernán Cortés and Francisco Pizarro — rape and pillage the earth from Latin America to Southeast Asia, and disguise its blood-spattered imperialism in the soft power and propaganda of “Western civilization" and world leadership.

China is the only major country in the nonwhite developing world, to stand up to the West. To look it in the eye when challenged or threatened, and say, No, I'm not afraid of you. Do your worst. I'm just as big as you are. All other countries in the Global South are simply Western puppets who submitted long ago. Even the most powerful ones. Saudi Arabia, Brazil, India — their leaders are busy listening to the United States, pen and paper in hand, writing down all its demands and going, Yes sir, Mr. Yankee sir. Let me get on that right away for you.

The 1500s—1000s BC were Egypt's time. Antiquity belonged to the Greeks and Romans. The 1700s belonged to France, and the 1800s to Britain. From 1945 to the present, the world has been under American overlordship. And they call it the Pax Americana but believe me, there isn't much Pax in it. There's plenty of Pax if you're in Europe or Australia. But the Middle East? Afghanistan, Iraq, Libya, Syria, Iran and Yemen in the past 20 years. Latin America? They've destroyed that part of the world beyond any hope of recovery. Africa? It's only been spared because of disinterest. The US sees Africa as nothing. The whole West does.

But in the twenty-first century, we are witnessing the rise of China. We are decades away from China becoming the greatest power on earth. This will be China's time, and there's nothing anyone can do about it. Attack China all you want, curse her and monger rumours and hysteria — but the truth is that none of your accusations are backed up by evidence, because you are a stooge of the Western press which is under the thumb of Western governments that want to stay on top of the world for all eternity. And the truth is that China is not affected by the noise and maneuvers of her enemies. What's going on now, this stupid new Cold War, is nothing. For her first thirty years, from 1949 to 1979, China was basically blockaded and isolated economically and politically by the West. It didn't even have a seat in the UN General Assembly. And it was dirt-poor in those days, barely a speck of the global economy, a tiny fraction of Japan's or Germany's GDP — not even able to prevent famine. And it still didn't submit to pressure or take any orders. Why on earth would it do that now?

China will be the next global power. There's nothing that can be done about that. The first stage is that its economy only needs to grow at 4.7 percent per year to become the world's largest by 2035. That means the usual, historical bare-minimum of 6 percent is already overkill. The US can build as many bases as it wants, slap as many sanctions as it wants, recognize whatever bogus genocides it wants. That's what it's been doing all along. Has any of it made a difference? China can adapt to any situation. It took China a mere ten years to go from being barred by the US Congress from participating in the “International" Space Station, to building its own Space Station from the zero. See, the US has an $800-billion war budget, 800 military bases, 13,000 aircraft, 500 warships, 6,000 nukes — but it doesn't have what China has: invincible national resolve. It takes the US about 5 years to renovate a bridge, and it takes China 43 hours. There's simply no competing with that. China doesn't need to be a military superpower or empire. That was never part of the plan. US troops, God bless their souls, will continue sitting in their bases, scratching their balls, costing their government $800 billion a year to do nothing. Meanwhile, China will continue to actually develop. That's the part of the equation that America totally missed, because it has barely developed since Reagan's day. China is a better place to live today than at any time in its previous 5,000 years; Americans saw their highest standard of living in the 1960s and those days will never come back.

So yes, China will be the next global power, and the Chinese are vastly superior to us in every way. This is a fact that everyone can attack but that nobody can change, like the theory of evolution. The difference between me and other people is that I ask, Why is this a problem? Why is this something to be afraid of? Why doesn't it mean — that the world will finally get better?

Look at you silly buggers, talking about China like it's going to be the next Nazi Germany. Even many Middle Easterners I know fit in this foolish category. Did you notice when the US invaded or overthrew the governments of 20 countries in the past 32 years (my lifetime)? Did you even know? You think just because you're ready to forget all that because of Beyoncé and Game of Thrones and Snapchat and other US cultural exports, it didn't happen and isn't still happening? But but, I’m scared! China's big and bad! Because the US is feeding me terror-bytes about Hong Kong, Taiwan, Tibet, Tiananmen Square, Great Leap Forward! I don't see any dead bodies, I can't show you one invasion or one example of Chinese regime change, I can't even find Hong Kong on a map or tell you one factual detail about Tiananmen Square, but the US State Department and all its media are telling me CHINA BAD! Wa, wa!

Even in the nonwhite non-West, so many millions people have no real knowledge of any kind about the Western terror-bytes that have given them such an apprehensive feeling about China. So imagine how blank the typical Westerner is. Blankness doesn't stop prejudice and gullibility. That’s what most China-haters are. As gullible as children getting told about the boogeyman to procure their obedience.

Aren't you at least curious to see what a world with a nonwhite, non-Western leader might look like, after 400 years? Because God knows that leader won't be us. It won't be Brazil or Africa, or the Middle East or India or Indonesia or Nigeria or Pakistan. We're a mess. China was a mess too. But we remain a mess many decades after we achieved independence, and the Chinese went their own way, disentangled their mess and created their destiny. We’re not made of what the Chinese are made of. We might be one day, if we stop taking orders and cozying up to Western puppet-masters. I'm not holding my breath for that to happen.

Where's your concept of innocent until proven guilty? You turn a blind eye to the country that gave you dozens of destroyed nations and millions of corpses to see as proof of its brutality, because it also gave you some amazing sitcoms! While a country you don't have the slightest objective knowledge of, is already Nazi Germany to you because its adversaries, who are also your historical and present-day oppressors, tell you so?

Come on. Let's wait to see one dead body, one invasion, one regime-change operation from the Chinese, before we fly into rage and hysterics about them! Is that so crazy? We've seen centuries of horror from the US and we're still giving 'Murica the benefit of the doubt, even when the brutal truth is crystal-clear.

For myself, I see China as hope. Hope that a colonized, brutalized, primitive and humiliated country, can rise above its past — refuse to be weak any longer — rebuild itself from nothing, with iron resolve, and become too strong to be overrun by the West again! Hope that a nonwhite, non-Western country can look deep within itself and find its own solutions to its problems — proving that (foolishly) trusting the West to guide us isn't necessary! Proof that if we can do what the Chinese did, there will be no limits for us. Imagine a world where the US, France, Britain, Australia, are no more important than Uzbekistan or Paraguay. A world where the World Court might be headquartered in Kuala Lumpur, the World Bank in New Delhi, the United Nations in Jakarta, the IMF in Cairo. A world liberated from the US banking system and the dollar as its reserve currency, so that Washington can no longer tell 200 other countries who they can and can't trade with. A world where an American can be tried for war crimes at the Hague, not just an Iraqi or Liberian or Serb. A world where we don't hear about a non-Western-made vaccine and grunt to ourselves, Oh, it must be poison. A world where we don't have to immigrate to the same countries that turned ours into hellholes, to work as sales clerks or taxi drivers, or even if we're brilliantly employed — to drain our brains from our homelands in the best of cases, and use them to reinforce Western riches and supremacy in exchange for a fat paycheck, instead of using them to make our own countries semi-habitable. When I hear that China has built its own Space Station, landed a rover on Mars, ended extreme poverty, built the Earth's biggest city, dam, telescope, 5G network, highway, air purifier, or whatever the heck it is that will come tomorrow — I feel the same pride as if I were Chinese. It's not happening for all of us, but it's happening for one of us and that's a start. There's got to be such a thing as developing-country nationalism — a common nationalism for all the countries that were colonized and plundered, and remain economically and politically captured by their ex-rulers. A nationalism for the Global South. We are too divided, too brainwashed, too fooled and weak — most of us still worship the countries that destroyed us, are non-Western on the outside and Western on the inside, are hating and fearing and buying all the lies about the only one of us that's made it, and are leaving our countries in droves to let them burn while we “make a better life for ourselves" in the West. Do you want to live on a Western-dominated Earth for another 400 years? If you do, keep doing what you're doing. But I don't!

You know what'll happen for all of us if America's sick wishes come true and its global thuggery does make China collapse? Nothing. Eternal repetition of the status quo. More enslavement, hijacking of our resources and weak corrupt governments, neo-colonialism, invasion, regime change, sanctions, MISERY. Haven't we already seen this? Libya, Cuba, Venezuela, Yugoslavia, Belarus, Iraq, Iran, Vietnam, the Soviet Union. Rest in peace. Even FRANCE and JAPAN for God's sake. What does the United States do when any other country says NO, or simply becomes too powerful, too good at honest competition? IT CRUSHES IT LIKE A BUG. Japan was a Western-style democracy crawling with US troops, with a US-authored pacifist constitution and almost no military and an extremely pro-US government and populace, and it STILL got crushed when it looked like it would become the #1 economy in the 80s. Do Indians really believe that if China goes down, India will be allowed to become a great power? Do they not see that a strong or wealthy India would immediately fall victim to the same despicable US tactics? Don't make me laugh. I remember 10–15 years ago when China was still relatively poor and impotent, and Bush and Obama would talk about China as sweetly as swans. Obama happily had dinner with Xi Jinping in late 2015, called China a crucial partner of the United States, and said the US welcomed China's rise; it was all horseshit. Today Biden, who was there with Obama in late 2015 as Vice-President, angrily rebukes a reporter who merely said that Biden and Xi were old friends. America has taken off its mask. China made it, it wasn't supposed to make it, so now it must die. What a difference 5 years can make. China went from “crucial partner" to “number one threat.”

We should be helping and supporting China to keep climbing to the top, and giving her some serious solidarity as she withstands the new Cold War of Western imperialism. It’s been a long 400 years. China is the first non-Western country to even come close to reaching a status of ultimate global importance. She is akin to the the first member of an impoverished family to go to university. That is our family of nations. And when China gets to the top, believe me, it won't be a repeat of the French, British, or American Empire. Not a single developing country will be worse-off because of China becoming #1. There will be something good in this for all of us, so let's wake up and let's go!

Profile photo for Luisa Vasconcellos

I am so very thankful to all readers, commenters, followers, and new friends, of so many backgrounds and nationalities, both Global Southern and Western, who have responded insightfully to this answer and helped it reach a wide audience. You do me great honour and your response has blown me away. I'm ama

… (more)

I think your answer may have been collapsed. At least I can’t find it in the answer group.

Ismail Bashmori
It’s pinned to the top of my profile.

 

ARRIVING IN CHINA

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Kriegsgefangenenlager in Amerika


Von Larry Romanoff, 02. Juni 2020

Übersetzung: K.R.

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Diese Geschichte hat alle Voraussetzungen, um sich für eine Verschwörungstheorie zu qualifizieren und macht vielleicht keinen Sinn für Sie ohne einige Hintergrundinformationen über den Zusammenhang.

Bevor die USA in den Ersten Weltkrieg eintraten, wurde eine enorme, jahrelange antideutsche Propagandakampagne von der Creel-Kommission entfesselt, die von Walter Lippman und Edward Bernays geleitet wurde, letzterer war ein Neffe von Sigmund Freud. (1) (2) Die öffentliche Literatur griff alles Deutsche in Amerika an, auch Schulen und Kirchen. In vielen Schulen wurde den "reinen Amerikanern" verboten, die deutsche Sprache zu unterrichten, und die Verwalter wurden aufgefordert, "alle illoyalen Lehrer", also alle Deutschen, zu entlassen. Die Namen unzähliger Städte wurden geändert, um ihren deutschen Ursprung zu eliminieren: Berlin, Iowa wurde zu Lincoln, Iowa. Deutsche Lebensmittel und Namen von Gerichten wurden aus den Restaurants verbannt; Sauerkraut wurde zu "Freiheitskraut", Dackel wurden zu "Freiheitshunden" und Deutsche Schäferhunde zu "Elsässern".

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20 questions to Putin


President of Russia Vladimir Putin:

Address to the Nation

Address to the Nation.

Erdogan


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PT -- VLADIMIR PUTIN na Sessão plenária do Fórum Económico Oriental

Excertos da transcrição da sessão plenária do Fórum Económico Oriental

Joint news conference following a Normandy format summit

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Joint news conference following the Normandy format summit.

irmãos de armas


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PORTUGUÊS

GUERRA NUCLEAR: O DIA ANTERIOR

De Hiroshima até hoje: Quem e como nos conduzem à catástrofe

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TRIBUTE TO A PRESIDENT


NA PRMEIRA PESSOA

Um auto retrato surpreendentemente sincero do Presidente da Rússia, Vladimir Putin

CONTEÚDO

Prefácio

Personagens Principais em 'Na Primeira Pessoa'

Parte Um: O Filho

Parte Dois: O Estudante

Parte Três: O Estudante Universitário

Parte Quatro: O Jovem especialista

Parte Cinco: O Espia

Parte Seis: O Democrata

Parte Sete: O Burocrata

Parte Oito: O Homem de Família

Parte Nove: O Político

Apêndice: A Rússia na Viragem do Milénio


The Putin interviews


The Putin Interviews
by Oliver Stone (
FULL VIDEOS) EN/RU/SP/FR/IT/CH


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